A fabricante de antivírus finlandesa F-Secure descobriu na segunda-feira (2) um ataque que usa uma falha sem correção no plug-in do Java, usado em navegadores web, para atacar usuários de Mac OS X. O código instala uma versão da praga digital Flashback. Segundo a Intego, especializada em antivírus para Mac OS X , o Flashback realiza o monitoramento do acesso web para roubar senhas de serviços como Google, Yahoo, Paypal e bancos.
A brecha explorada no Java foi corrigida em uma atualização lançada pela Oracle em fevereiro. Já a versão mais recente do Java distribuído pela Apple, usado no Mac OS X, data de novembro e ainda possui a vulnerabilidade. O Mac OS X Snow Leopard e anteriores vêm com o Java instalado de fábrica e estão vulneráveis, mas versões mais recentes do OS X exigem que o usuário instale o programa por conta própria.
O Flashback pede ao usuário a senha de administração do sistema, mas ele se instala mesmo sem ela. A diferença, de acordo com a F-Secure, é que a instalação com a senha do sistema permite que o vírus seja carregado apenas com o Safari. Sem a permissão do usuário, o vírus é instalado de forma a ser carregado em todos os softwares executados.
Quando a praga é carregada em todos os softwares, erros no sistema causados por aplicativos incompatíveis com o Flashback podem ocorrer, denunciando a presença do código malicioso.
Quem tiver o Java instalado e o plug-in ativado no Mac OS X será imediatamente infectado ao visitar uma página web maliciosa. As companhias antivírus não informaram em quais sites o Flashback está sendo distribuído.
Firefox bloqueia Java, mas não no Mac OS X
A Mozilla anunciou, também nesta segunda-feira (2), que o Firefox irá bloquear as versões antigas e inseguras do Java no Windows. No entanto, o anúncio da Mozilla afirma que o Java para o Mac OS X pode ser bloqueado no futuro.
A Mozilla reforçou que o Java para Mac OS X, distribuído pela Apple, ainda não recebeu a correção lançada pela Oracle no dia 14 de fevereiro. Os usuários de Windows, que estão sendo atacados com a mesma vulnerabilidade, podem baixar a atualização do site Java.com.
Usuários de Safari e Firefox no Mac OS X que quiserem se proteger do Flashback precisam desativar o plug-in do Java nas configurações do navegador utilizado.
[via G1]
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3 de abril de 2012
22 de março de 2012
Pesquisadores descobrem vírus 'invisível' que não usa arquivos
Pesquisadores descobriram uma forma extremamente rara e possivelmente única de malware "fileless" (sem arquivos). O vírus é executado inteiramente na memória, sem a necessidade de salvar qualquer arquivos no HD da vítima.
A descoberta foi feita pela Kaspersky Lab, que recebeu relatos de um ataque de malware que explora uma vulnerabilidade Java comum (CVE-2011-3544) em sites russos, mas sem usar nenhum arquivo, como em um ataque Trojan convencional.
O malware executa JavaScript a partir de um iFrame embutido em um site infectado, injetando um código .dll (instruções) criptografado diretamente no processo Javaw.exe.
O objetivo do malware incomum parece ser duplo: desativar o Controle de Usuário do Windows (UAC) e agir como um "desbravador", criando um bot para se comunicar com um servidor de comando e controle (C&C), a partir do qual pode receber instruções – incluindo uma para instalar o Trojan Lurk no PC.
A desvantagem deste ataque é que o internauta pode ficar livre dele apenas reiniciando a máquina (o que limpa a memória). Neste caso, uma nova infecção seria necessária. No entanto, é extremamente difícil de detectar. Não há arquivos gravados e, a princípio, nenhum arquivo é alterado no computador de destino. Se a falha explorada não é corrigida no micro, então os programas de segurança não vão detectá-la facilmente.
O uso de Java também torna multi-plataforma, capaz de atingir PCs, Macs e Linux.
A Kaspersky lembra que o novo malware é uma herança dos worms Code Red e Slammer de uma década atrás, mas ambos foram criados simplesmente para se disseminar o mais rapidamente o possível. Como ambos atacaram programas específicos da Microsoft usando estouro de memória (buffer overflow), arquivos não eram necessários.
O novo ataque abre uma brecha no sistema, sem chamar a atenção dos softwares antivírus, para o download posterior de um Cavalo de Tróia.
"Com base em nossa análise do protocolo usado pelo Lurk para se comunicar com os servidores de comando, vimos que, ao longo de um período de vários meses, eles processaram pedidos de até 300 mil máquinas infectadas", escreveu o pesquisador Sergey Golovanov.
[via PC World]
A descoberta foi feita pela Kaspersky Lab, que recebeu relatos de um ataque de malware que explora uma vulnerabilidade Java comum (CVE-2011-3544) em sites russos, mas sem usar nenhum arquivo, como em um ataque Trojan convencional.
O malware executa JavaScript a partir de um iFrame embutido em um site infectado, injetando um código .dll (instruções) criptografado diretamente no processo Javaw.exe.
O objetivo do malware incomum parece ser duplo: desativar o Controle de Usuário do Windows (UAC) e agir como um "desbravador", criando um bot para se comunicar com um servidor de comando e controle (C&C), a partir do qual pode receber instruções – incluindo uma para instalar o Trojan Lurk no PC.
A desvantagem deste ataque é que o internauta pode ficar livre dele apenas reiniciando a máquina (o que limpa a memória). Neste caso, uma nova infecção seria necessária. No entanto, é extremamente difícil de detectar. Não há arquivos gravados e, a princípio, nenhum arquivo é alterado no computador de destino. Se a falha explorada não é corrigida no micro, então os programas de segurança não vão detectá-la facilmente.
O uso de Java também torna multi-plataforma, capaz de atingir PCs, Macs e Linux.
A Kaspersky lembra que o novo malware é uma herança dos worms Code Red e Slammer de uma década atrás, mas ambos foram criados simplesmente para se disseminar o mais rapidamente o possível. Como ambos atacaram programas específicos da Microsoft usando estouro de memória (buffer overflow), arquivos não eram necessários.
O novo ataque abre uma brecha no sistema, sem chamar a atenção dos softwares antivírus, para o download posterior de um Cavalo de Tróia.
"Com base em nossa análise do protocolo usado pelo Lurk para se comunicar com os servidores de comando, vimos que, ao longo de um período de vários meses, eles processaram pedidos de até 300 mil máquinas infectadas", escreveu o pesquisador Sergey Golovanov.
[via PC World]
16 de fevereiro de 2012
Acessório permite jogar com cartuchos de SNES e Mega Drive no Mac e Windows
Atualmente, os games retrô estão basicamente disponíveis por meio do Wii Virtual Console, do Game Room no Xbox 360, e no PSN Classics no PS3. Mas sempre parece meio estranho jogar esses títulos sem o controle original, e há algo profano em jogar “Sonic 2” em um console da Nintendo.
O pessoal da Retrode lançou recentemente um novo adaptador USB para Macs e PCs Windows que te permite jogar games dos saudosos Super Nintendo e Mega Drive (Sega Genesis lá fora) usando os cartuchos e controles originais dos consoles.
O Retrode 2 é um pequeno aparelho que te permite plugar seus cartuchos de SNES e Mega e jogar os títulos diretamente no seu computador. O aparelho é basicamente um leitor de cartuchos que consegue reproduzir a ROM oficial e salvar o arquivo fora do seu cartucho. Você ainda precisará de um emulador, mas é muito mais seguro do que baixar ROMs ilegais e potencialmente cheias de vírus escondidos.
O produto também é equipado com quatro entradas para controles do SNES e do Mega Drive (dois por console), te permitindo reviver aqueles anos dourados dos consoles da primeira metade dos anos 1990. Imagine jogar de novo “Street Fighter II Turbo” com um controle de seis botões do Mega Drive. Ou, se você ainda tiver sua cópia de “Chrono Trigger” por aí, finalmente poderá todos os 13 finais do jogo com seu save original de 17 anos atrás.
O Retrode 2 pode ser comprado diretamente pelo site da fabricante Retrode. O aparelho custa 85 dólares (65 euros) e o frete para o Brasil é de cerca de 15 dólares (10 euros).
[via Mac World Brasil]
O pessoal da Retrode lançou recentemente um novo adaptador USB para Macs e PCs Windows que te permite jogar games dos saudosos Super Nintendo e Mega Drive (Sega Genesis lá fora) usando os cartuchos e controles originais dos consoles.
O Retrode 2 é um pequeno aparelho que te permite plugar seus cartuchos de SNES e Mega e jogar os títulos diretamente no seu computador. O aparelho é basicamente um leitor de cartuchos que consegue reproduzir a ROM oficial e salvar o arquivo fora do seu cartucho. Você ainda precisará de um emulador, mas é muito mais seguro do que baixar ROMs ilegais e potencialmente cheias de vírus escondidos.
O produto também é equipado com quatro entradas para controles do SNES e do Mega Drive (dois por console), te permitindo reviver aqueles anos dourados dos consoles da primeira metade dos anos 1990. Imagine jogar de novo “Street Fighter II Turbo” com um controle de seis botões do Mega Drive. Ou, se você ainda tiver sua cópia de “Chrono Trigger” por aí, finalmente poderá todos os 13 finais do jogo com seu save original de 17 anos atrás.
O Retrode 2 pode ser comprado diretamente pelo site da fabricante Retrode. O aparelho custa 85 dólares (65 euros) e o frete para o Brasil é de cerca de 15 dólares (10 euros).
[via Mac World Brasil]
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