18 de abril de 2013
Setores público e privado debatem em congresso futuro da web no país
Empresários, especialistas e representantes do poder públlico se reuniram nesta quinta-feira (18), em Brasília, na primeira edição do Congresso Brasileiro de Internet, para discutir a expansão da web no país e a liberdade de expressão no mundo virtual.
O encontro, organizado pela Associação Brasileira de Internet, promoveu durante oito horas o debate sobre o desenvolvimento de novas tecnologias, as propostas de regulamentação do mercado de internet e os gargalos que ainda dificultam a ampliação da infraestrutura da rede mundial no Brasil.
Para o secretário de Políticas de Informática do Ministério de Ciência e Tecnologia, Virgílio Almeida, é papel do governo federal ampliar a distribuição de tecnologia no país. Segundo ele, para democratizar o acesso ao mundo digital, o Executivo terá, entre outras medidas, que acelerar a execução do Plano Nacional de Banda Larga e reduzir ainda mais os custos de computadores, tablets e outros equipamentos de informática.
Para tanto, Almeida sugeriu a concessão de incentivos fiscais e estímulos para que a indústria aumente a escala de produção. “A inovação é chave para o futuro do Brasil”, ressaltou.
Diretor-geral do Google, o brasileiro Fábio Coelho cobrou dos empresários do país mais investimento em pesquisa e inovação. Segundo o executivo da companhia norte-americana, o setor não pode ficar apenas “esperando o governo”.
“Temos poucos núcleos de excelência no país. Precisa ter mais e não dá para esperar o governo fazer isso por nós. A gente tem que gerar a base para isso acontecer, e a base é justamente ter economia aberta, regras claras, apoio ao empreendedorismo, apoio ao microempresário porque ele gera emprego, e educação digital”, reclamou.
Da parte do governo, Coelho reivindicou a construção de um ambiente com “regras claras” e a aprovação do projeto do Marco Civil da Internet, que está à espera de votação na Câmara dos Deputados. “Isso para que as empresas estejam estimuladas a fazer investimentos no Brasil porque o capital na era digital é muito mais arisco, se movimenta muito rápido, especialmente se a gente tiver burocracia e não tiver infraestrutura”, argumentou.
[via G1]
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